O Banco do Brasil anunciou o fechamento de 402 agências em todo o país, sob o pretexto de promover uma “racionalização de recursos”. O chamado “plano de reestruturação” faz parte da estratégia de enxugar instituições financeiras e empresas estatais para, em seguida, privatizá-las. No Rio Grande do Norte, seis agências serão fechadas, além de outras seis que serão transformadas em postos de atendimento.
Das seis, cinco são em Natal (Avenida Ayrton Senna, Base Naval, Biomédico, Midway Mall e Norte Shopping) e uma em Parnamirim (Base Aérea). As agências que serão transformadas em postos de atendimento são dos municípios de Afonso Bezerra, Florânia, Governador Dix-Sept Rosado, Martins, Mossoró (Petrobras) e Natal (TRT).
“A privatização dos bancos públicos é um dos objetivos do golpe parlamentar, como alertamos desde o início. O antipetismo foi cuidadosamente incutido em amplas parcelas da sociedade – inclusive entre bancários – exatamente pra quebrar a resistência a estas medidas. Mas ainda há tempo de reagir”, comentou o deputado estadual Fernando Mineiro (PT).
Além disso, a instituição quer estimular a saída de 18 mil funcionários através do Plano de Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (Peai). Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o povo é quem vai pagar a conta do desmonte promovido pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).
As medidas devem provocar impacto no atendimento ao público, com aumento da espera nas agências e mesmo nos caixas eletrônicos. Além disso, sindicalistas preveem que o acesso ao crédito deverá diminuir.
“O Banco do Brasil é responsável, por exemplo, por cerca de 60% do crédito agrícola no país. Esse desmonte só interessa aos bancos privados, que não terão concorrência, num sistema financeiro extremamente concentrado e sem os bancos públicos fortes, toda a sociedade perde”, disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) afirma que as medidas anunciadas vão na contramão do papel que o banco vinha desempenhando nos últimos anos de fomento ao desenvolvimento social e econômico do Brasil.
Ainda segundo a Contraf-CUT, o desmonte das empresas públicas, cuja bola da vez é o Banco do Brasil, obedece à diretriz do mercado privado e faz parte dos planos de Michel Temer de fragilizar o Estado.
Caixa Econômica
A Caixa Econômica Federal (CEF) deve passar pelo mesmo processo de desmonte do Banco do Brasil em 2017. O banco público deve fazer um novo programa de aposentadoria incentivada, que poderá atingir cerca de 11 mil funcionários. A instituição ainda também estuda a possibilidade de fechar 100 agências que não dão lucro.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
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