O jornal Folha de São Paulo publica hoje (15) uma reportagem sobre a incapacidade de investimentos nos Estados.
A crise faz Estados reduzirem seus investimentos em 46% em média.
Unidades federativas como Minas Gerais e Distrito Federal chegam a quase 100% de corte no volume de investimentos.
Isso representa mais obras paradas, adiamento de novos projetos e atrasos em pagamento de serviços.
O cenário de paralisia não é diferente no Rio Grande do Norte, atolado em dívidas e sem capacidade para gerar emprego e renda.
Mas no estudo publicado hoje na Folha o Rio Grande do Norte aparece entre os três Estados que apresentam algum grau de investimento. Eu confesso que fiquei surpreso com esse dado.
Com relação ao mesmo período de 2014, o RN apresentou uma variação positiva de 8,1%, cerca de R$ 37 milhões, segundo dados do Tesouro Nacional e do governo estadual.
Como? Como, se o Estado está quebrado e ainda depende de um empréstimo do Banco do Brasil para garantir contrapartidas em obras?
A única explicação plausível é que a variação positiva do Estado se deve a total falta de investimento do governo anterior, o de Rosalba. Ou seja, no ano passado nosso volume de investimentos foi nulo, zero. O pouco que Robinson vem gastando garantiu esse resultado positivo. Só pode.
Além do RN, a Bahia, com 45,3%, e o Pará, com 8,2%, estão no grupo de Estados com capacidade de investimentos.
Já o Estadão (O Estado de São Paulo) acende hoje o sinal de alerta para gastos com servidores públicos.
Das 27 unidades da federação, 22 estão sob ameaça de enquadramento - imediato ou futuro - nas regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O Rio Grande do Norte, claro, está entre os Estados que apresentam os piores números.
Segundo o Estadão, o RN já ultrapassou o limite de gastos com o funcionalismo estabelecido pela lei (49% da receita corrente líquida).
O estouro do limite prudencial não é novidade em nosso Estado.
Essa situação perdura desde meados do governo Wilma de Faria, passando pelas gestões de Iberê Ferreira e de Rosalba Ciarlini, e chegando agora ao governo de Robinson Faria.
O atual governador tem o desafio de colocar ordem na casa, afinal, ele corre o risco de ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal, que completou 15 anos.
Fontes:No Minuto.

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